Mensagem Final do Candidato

Caras e caros concidadãos

Chegamos, hoje, ao último dia de campanha eleitoral.

Sinto que fiz uma campanha com elevação, com ideias e com propostas concretas, movida por um espírito construtivo de cidadania e animada por uma comunhão de vontades: a democracia faz-se todos os dias e Cabo Verde ganhou com esta campanha.

O compromisso desta candidatura – Um Presidente sempre com as pessoas – é a proposta que me anima e que me move para o próximo mandato. Peço a vossa confiança, o vosso apoio, peço o voto de todos os cabo-verdianos, aqui e nas comunidades no exterior, para concluir um ciclo que iniciámos em 2011.

Se este é um momento de julgar o passado, muito mais é uma oportunidade de perspectivar o futuro.

Precisamos de olhar para a frente. Precisamos, juntos, de olhar para o dia de amanhã.

Temos que ser capazes de construir pontes, assentes na nossa realidade e na nossa circunstância geográfica e territorial.

2016 foi um ano já marcado por duas eleições. O Povo foi chamado a escolher os seus representantes, para o parlamento e para o poder local. As eleições têm naturezas distintas, mas obedecem a um único critério. O da confiança. E nesta campanha – como durante todo o meu mandato – foi isso que procurei conquistar: a vossa confiança.

Não por palavras, mas por actos. Sei que me julgam pelo que fiz.

Pela entrega que sempre tive. Em toda a minha vida, em muitos momentos e ocasiões. Mas sobretudo pelos últimos cinco anos em que fui, verdadeiramente e em consciência, o presidente de todos os cabo-verdianos.

Durante o meu mandato estive em contacto permanente com o povo. Foi assim quando a seca se abateu e fiz questão de visitar as pessoas que mais estavam a sofrer. Foi assim quando as cheias causaram estragos e deixaram famílias desalojadas. Foi assim em Chã das Caldeiras. Foi assim nas tragédias do navio Vicente e de Monte Tchota. Em todos esses momentos todos sabem que puderam contar com o meu apoio e a minha solidariedade.

Enquanto Presidente, tive o gosto de estar convosco, sempre convosco em todo o país e na maior parte das nossas comunidades no estrangeiro. Enquanto candidato tive a mesma preocupação e a mesma atitude: de avião, de barco e a pé estive presente em todos os cantos e recantos de Cabo Verde. Nunca economizei no diálogo, nunca poupei na busca do entendimento e sempre procurei o melhor caminho para Cabo Verde. O meu País.

No mandato que terminou, tive reuniões semanais com o chefe do anterior governo. Foram reuniões colaborativas, feitas com elevação, espírito construtivo e focadas no nosso futuro colectivo. O Presidente não tem preferências partidárias. O Presidente não tem preferências pessoais. O Presidente encara e avalia as opções políticas como as opções que melhor servem os interesses da Nação e povo cabo-verdianos.

Com o actual líder de Governo, Dr. Ulisses Correia e Silva, essa

minha postura não vai ser diferente. Irei manter a mesma atitude de independência. Porque é assim que manda a nossa Constituição. E porque é assim que deve ser em democracia. E tenho a certeza que é assim que o actual Chefe do Governo entende a relação Presidente da República e Governo.

Digo sempre que a maior honra que recebi na minha vida foi o mandato que o povo de Cabo Verde me conferiu. Nestes anos, atravessámos situações difíceis e momentos de júbilo.

Chorámos a morte de Bana e a despedida de Cesária Évora. Vimos partir o Presidente Aristides Pereira e o Presidente Mascarenhas Monteiro. Sofremos com as tragédias que nos atingiram. Mas tivemos também grandes alegrias. Como na bela campanha dos tubarões azuis na CAN e a recente proeza de Gracelino Barbosa nos jogos para-olímpicos. Como nos nossos festivais de teatro, música e arte, apreciados em todo o mundo. Como quando recebemos SAR o Grão-Duque do Luxemburgo ou os Presidentes Macky Sall e Pinto da Costa.

Mas é de orgulho nacional que falamos quando invocamos a elevada forma como Cabo Verde participou nas reuniões nas Nações Unidas e na União Africana. Pessoalmente, partilho convosco a emoção de ter reunido com o Papa Francisco e o prazer de ter estado lado a lado com o Presidente Obama. Porque nesse momento não era só eu que lá estava com eles: éramos todos nós! Era a nossa alma e o nosso sentir de Cabo Verde!

Foram momentos altos da nossa política externa. Momentos de reconhecimento do regime democrático Cabo-Verdiano pelos grandes do mundo.

Internamente, orgulho-me de tudo o que fiz. Mas orgulho-me muito mais da forma como os cabo-verdianos, apesar de todas as dificuldades, ajudaram a transformar o país na democracia mais respeitada de África e, mais do que isso, numa democracia que ao nível dos índices mundiais de desenvolvimento humano ombreia com as grandes nações do mundo.

Uma palavra final para evocar as prioridades do meu próximo mandato.

Estou certo que a minha mensagem foi compreendida e que conto com o voto de todos no próximo domingo.

Primeiro, falo para os jovens: Vocês são as nossa prioridade. E a nossa esperança.

Os jovens devem ser sujeitos activos das políticas públicas e devem ser uma preocupação transversal em todos os domínios da governação.

Temos de abrir espaço para que eles se manifestem abertamente e temos de aprender a ouvi-los.

Da mesma forma, a Educação deve ser uma prioridade para a Nação cabo-verdiana. Só apostando na qualificação e aquisição de competências podemos aspirar a ter um país com futuro. A educação é o melhor garante de desenvolvimento e de igualdade de oportunidades para todos.

É a melhor herança que podemos deixar aos nossos jovens e às próximas gerações.

O país não pode esquecer-se daqueles que cuidaram de nós enquanto jovens e que hoje merecem o nosso respeito e a nossa consideração. Os mais idosos de entre nós merecem particular carinho e dedicação. A história de Cabo Verde não se constrói sem o alicerce que são os nossos Pais.

E Cabo Verde constrói-se, também, com as famílias. E por isso elas devem merecer a nossa melhor atenção.

Cabo Verde tem uma característica singular: é uma dicotomia unida, entre as 10 ilhas do arquipélago e a 11ª da diáspora, por mais que isto pareça um contrasenso. E nada nos consegue dividir. Somos todos, mas mesmo todos, cabo-verdianos de coração. FILHOS DA MESMA TERRA! PARTILHAMOS UMA MESMA ALMA.

E eu prometi e quero estar sempre junto das pessoas. Todas as pessoas. Todos os meus concidadãos. Sem distinção de Ilha, de continente onde residam, de religião, de opção política.

No domingo próximo os cabo-verdianos escolherão o cidadão que reúne as melhores condições para ser o mais Alto Magistrado da Nação

É fundamental que todos votem, que escolham o candidato que consideram em melhores condições para liderar a Nação. É essencial que digam sim à Democracia, que digam sim à Liberdade, que digam sim à Justiça, que digam sim a Cabo Verde.

Se for eu o merecedor da VOSSA escolha renovarei o compromisso de continuar a ser um Presidente sempre com as pessoas, de ser um Presidente que continuará a dar todo o seu contributo para que a Juventude tenha vez, a economia cresça, a cultura e o desporto

floresçam, as desigualdades sociais e regionais se reduzam, a segurança e a justça imperem.

Juntos podemos transformar o sonho em realidade, porque apenas o céu é o nosso limite.

Viva a Liberdade