Presidente do Conselho Político: Manuel Faustino

Exmo. Sr. Presidente Jorge Carlos Fonseca
Exmos. Srs.Primeiro Ministro Ulisses Correria e Silva e demais membros do Governo
Exmo. Sr.Deputado António Monteiro, Presidente da UCID
Exmo. Sr. José Augusto Fernandes, Presidente do PTS
Exmos. Srs. Deputados da Nação
Exmos. Srs. Membros do Corpo Diplomático e das organizações de Cooperação Internacional
Exmos.Srs. Mandatários, Nacional, da Mulheres e da Juventude
Exmos.Srs Membros do Concelho Politico e da Comissão de Honra
Exma. Sra. Dona Albertina Fonseca
Exma. Sra. Dra. Ligia Dias Fonseca e demais familiares de JCF
Minhas Senhoras, meus senhores
Caros Amigos
A trajectória da vida e do mundo é feita de circunstancias múltiplas que congregam factores os mais diversos, amalgama instantes sublimes, infernais ou banais, impõe caminhos, por vezes lineares e outras vezes tão tortuosos que até o eterno movimento dos astros parece coagular-se.
O nosso mundo parece desafiar a essência da sua própria lógica, para impor uma outra, em relação à qual não se tem a certeza de que não conspira para a sua própria destruição.
Vivemos uma era na qual da velocidade estonteante dos acontecimentos é tal que apenas se consegue apreender fragmentos da realidade que, perigosamente, assumem o contorno da totalidade e tende a substitui-la.
O aqui e agora impõe-se, como modo de vida e, muito contraditoriamente, como projecto de futuro, como proposição politica.
Mas realidade real é bem mais complexa. A nossa, configura-se como um autentico redemoinho. Estamos condenados a, vertiginosamente, encarar as necessidades básicas das pessoas e simultaneamente acompanhar os avanços mais recentes nas diferentes áreas do conhecimento, num quadro geral de permanentes mutações.
Temos de simultaneamente equacionar questões elementares do saneamento e conhecer os avanços científicos mais importantes e perturbadores que, por vezes, aproximam princípios científicos de preceitos religiosos.
Temos de equacionar questões habitacionais e ao mesmo tempo conhecer as experiencias mais inovadoras em matéria de aprofundamento da democracia e defesa dos direitos humanos.
Temos de assegurar que o jantar de muitos não é uma miragem e simultaneamente conhecer os assombrosos avanços da biologia molecular e da nanotecnologia.
Há quem defenda que não temos tempo a perder, porque o que tínhamos perdemo-lo já. Seja como for, com ou sem tempo, os grandes desafios estão à vista. Prendem-se com a qualificação da nossa democracia e com a melhoria das condições de vida da maior parte dos cabo-verdiano. Implacavelmente impõem-nos, como necessidade absoluta, a incorporação à nossa realidade o que de mais ousado existe no mundo.
Essa incorporação, não é instantânea. Ela não é imediata. Mas a assunção do processo é urgente. Devemos tentar vencer a inércia, aqui e agora. Há que acreditar. Há que ousar.
Há cinco anos Jorge Carlos Fonseca ousou. Durante os últimos cinco anos a toda a hora ousa. Quando foi necessário apoiar apoiou, quando foi necessário alertar, alertou. Quando foi preciso criticar, contrariar, não se coibiu de o fazer. Nunca interferiu, mas jamais se omitiu
Assumiu com determinação férrea os compromissos assumidos. Mais do que os diversos estudos de opinião que lhe conferem margens elevadíssimas de aprovação o grande barómetro são as pessoas. São os cabo-verdianos no país e na diáspora.
São os inúmeros cidadãos que apenas querem tirar uma fotografia com ele, perguntar pela sua saúde, segurar a sua mão ou que se sentem tão próximos que não se inibem de pedir conselhos para questões particulares ou mesmo intimas.
O diálogo frequente com as diferentes lideranças, reforça o capital de confiança das forças vivas em Jorge Carlos Fonseca.
A confiança e o reconhecimento de que goza o candidato não se confina ao espaço nacional. A nível externo o seu prestígio politico é apreciável. Atestam-no as relações que mantem com os seus homólogos bem como as distinções de que tem sido alvo.
A emigração é uma das suas grandes preocupações. Do mesmo modo que visitou todas as ilhas do país por diversas vezes, nestes cinco anos, conviveu com os cabo-verdianos em Portugal, Espanha, França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Senegal, Brasil, Itália, Costa do Marfim, S.Tomé e Principe, Angola, Moçambique, Estado Unidos da América, Guiné Bissau, Guiné Equatorial.
Para tanto em muitas ocasiões, não hesitou, por razões económicas, em beneficiar-se do transporte de Presidentes amigos. Todas as deslocações oficiais foram sempre aproveitadas para conviver com a nossa gente.
Este importantíssimo capital, humano, intelectual, cultural, politico, que dá pelo nome de Jorge Carlos de Almeida Fonseca, é dos mais importantes activos de que o país dispõe.
Na história dos povos, factores diversos, circunstancias várias, acasos muitos, contribuem para que, em épocas especificas, para o bem ou para o mal, certas figuras, determinadas personalidades, assumam o papel de rosto de um determinado tempo, pelo facto de reunirem, de sintetizarem aspectos relevantes nos quais as pessoas se revêm.
Nos tempos actuais, poucos duvidarão que Jorge Carlos Fonseca assume esses papel. Foi, de facto, alcandorado a símbolo, da Nação, muito para além dos aspectos formais inerentes ao cargo.
Num momento em que o país se encontra numa complexa encruzilhada, reeleger Jorge Carlos Fonseca significa valorizar uma das figuras mais emblemáticas do nosso país, aproveitar um dos bens mais preciosos de que dispomos.
Realizar três eleições num ano representa um grande esforço para os cabo-verdianos e por isso temos a obrigação de tudo fazer para que esse investimento se traduza em benefícios para a maioria das pessoas.
As eleições autárquicas e legislativas são iminentemente partidárias. Mas nas eleições presidenciais, ainda que os partidos políticos possam apoiar um ou outro candidato, as candidaturas são individuais.
Há cinco anos Jorge Carlos Fonseca, apresentou uma candidatura verdadeiramente suprapartidária, que contou com apoios partidários muito importantes como o do MPD.
Na avaliação do mandato, a grande maioria dos cabo-verdianos, através de vários estudos de opinião, destacam a independência com que tem exercido o cargo como uma das características mais marcantes de Jorge Carlos Fonseca.
Consideram que, ele não se deixou influenciar por um ou outro partido, tendo pautado a sua intervenção pela defesa dos interesses do país.
Contrariamente às eleições legislativas e autárquicas que ocorrem em vários círculos eleitorais, a eleição presidencial, realiza-se num único circulo que engloba todos os concelhos, todas as ilhas, toda emigração, todos os cabo-verdiano, a Nação de todos. Trata-se de uma escolha directa e sem a intermediação. Participar na eleição do Presidente da República, significa estabelecer uma relação directa com o candidato
É muito importante votar num, prestigiado candidato que na pratica já demonstrou, ser suprapartidário e actuar com isenção num contexto de alguma dificuldade.
Assim, os eleitores que habitualmente votam PAICV, UCID, MPD, PTS, PP e PSD, bem como os cidadãos que não têm filiação partidária têm razões múltiplas para votar Jorge Carlos Fonseca.
Em democracia quanto maior for a participação do eleitor maior será a legitimidade do eleito. Um Presidente eleito com forte participação dos eleitores dos diferentes partidos terá a sua legitimidade reforçada para exercer o seu papel de moderador do sistema e acautelar os interesses de todos, especialmente dos que têm a sua capacidade reivindicativa reduzida.
Um Presidente sempre com as pessoas significa que, para ele, todas as pessoas de todos os partidos e todas as que não têm partido são importantes. O que interessa é a condição de cidadão, de cabo-verdiano.
Reelejamos de forma clara, categórica e entusiástica, um homem que está preparado para, em ligação com o Governo e todos os outros poderes ajudar o nosso país a dar o salto, a entrar na senda do desenvolvimento e a contribuir para a integral emancipação das pessoas : JORGE CARLOS DE ALMEIDA FONSECA.
Muito obrigado
MANUEL FAUSTINO